Que esta triste realidade tem causas sociais, é um ponto pacífico, já muito abordado através de análises feitas por especialistas, de que dou exemplo o trabalho alojado no seguinte endereço,
O Presidente da República referiu na sua mensagem do dia 25 de Abril de 2008, que os jovens se encontram alheados da política. A fazer fé no estudo que mencionou, terá o P.R. fundamento para proferir tal afirmação. Mas existe algo que convém não escamotear: Os jovens manifestam-se publicamente! Alguns, de uma forma, que eu diria, marginal e "enviezada".
O graffiti é uma forma de linguagem juvenil, codificada, que despreza o domínio público e nos suscita de imediato sentimentos de revolta pelos actos de destruição sobre ele perpetrados. Constituem o resultado de uma energia mal canalizada, amiudemente criativa e que pode ser reveladora do tal afastamento de certos jovens relativamente aos canais de expressão institucionalizados. Na minha opinião, a sua expressão cifrada e incógnita é reveladora de um receio em se assumir, constituindo afinal, não uma nova forma da liberdade de expressão potenciada pelo pós-revolução, mas sim um retrocesso ao tempo das canções proibidas e das mensagens subliminares dos teatros de revista. Com uma diferença fundamental: Onde aí havia o sonho, no graffiti vemos o niilismo urbano e, em última análise, o vandalismo. Sem que se vislumbre a perspectiva de uma madrugada libertadora.
Paulo Ferreira
Membro do secretariado do PS Carcavelos
Publicado no Blog da Caravana in 12 de Maio de 2008


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