quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Fernando Montenegro: Os Desafios Autárquicos de 2013 - Preparar o Futuro Já!

As próximas eleições autárquicas de 2013 são claramente dos maiores desafios que o PS tem pela frente. Até aqui nada de novo!

É óbvio para todos, em especial para os dirigentes socialistas que, mais do que nunca, urge delinear uma estratégia articulada entre as diversas estruturas do Partido. Contudo, esta tarda em ganhar contornos mais definidos em alguns lugares e as eleições federativas necessariamente remetem a sua análise e materialização para depois de Outubro.

A recente limitação de mandatos, que só agora fará sentir os seus efeitos, leva a que autarcas incontestados nos diferentes espectros políticos se encontrem a exercer os seus mandatos pela última vez.

Assim, à já de si difícil tarefa de encontrar candidatos e definir uma estratégia para vencer eleições onde o PS é oposição, tome-se como o exemplo a escolha dos sucessivos candidatos à Câmara de Cascais após a saída de José Luís Judas, acresce o novo desafio de encontrar, desde já, candidatos que possam estar à altura destes nossos autarcas a exercer o seu último mandato, quer se trate de presidentes de câmaras quer se trate de presidentes de juntas de freguesia. Aqui sim reside a novidade. Como “substituir” estes Homens e Mulheres?

Alguns deles mantêm níveis impressionantes de popularidade, o que torna a sua sucessão ainda mais complexa. Será mesmo verdade que após lideranças fortes se seguem outras mais fracas? É isso que o Partido Socialista terá de mostrar que não é, de todo, verdade.

O desafio é ainda maior no caso em que, por variadíssimas razões, tais autarcas se confundem com o próprio Partido, esgotando-o nas estruturas locais. Para todos os efeitos, e sem entrar em linha de conta sobre as virtualidades de tais realidades, aos olhos das suas populações são eles o PS. Importa a todo o custo afastar o espectro do Rei-Sol, evitando logro do "L’État c'est moi" e onde a não legalmente possível recandidatura poderá deixar o Partido Socialista a braços com um enorme vazio político.

Naturalmente que cabe ao próprio autarca um papel preponderante na escolha e preparação do seu sucessor. O seu trabalho será recordado não apenas pelo que fez mas pelo futuro que ajudar a preparar.

Finalmente e face às dificuldades manifestadas por camaradas que procuram fazer uma oposição efectiva aos executivos liderados por outras forças partidárias, afigura-se importante criar, desde já, um gabinete de apoio autárquico alicerçado nas áreas jurídicas e financeira que, em tempo útil, possa garantir esta assessoria técnica, exclusivamente onde o PS é oposição. Naturalmente, que este projecto deveria ser articulado entre o Partido a nível nacional e as Federações, sendo as respectivas Concelhias posteriormente envolvidas, podendo (aliás, devendo) a formação autárquica ficar, de algum modo, a cargo da Fundação Res Publica.

São inúmeros os desafios com que o Partido Socialista se confronta no futuro próximo, mas tal como no passado os socialistas saberão estar à altura dos mesmos, fazendo jus à famosíssima frase: “quanto mais a luta aquece…”

Fernando Montenegro

1 comentário:

  1. Caro Montenegro,

    sabes melhor que ninguém que a esta Concelhia de Cascais e a esta Federação de Lisboa interessa-lhe manter o status quo...até podes vir com ideias dessas...que serão implementadas no dia de são nunca lá para a tarde...mas OK fica a intenção e daqui a um ano e meio dar-me-ás razão...

    Saudações socialistas,

    .'.Sandro Pires.'.

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